Adoradores radicais

Posted by diullei on 4th abril 2012 in Sem categoria

Ser radical para Deus não tem nada a ver com o estilo de musica que ouvimos ou cantamos, e muito menos com estilo de roupas ou de cabelo que usamos. Hoje ouvimos muitas frases como: “adoradores radicais”, “ministros extravagantes”, “geração radical”. Mas a verdade é que poucos são os radicais de verdade, radicais são aqueles que fazem diferença no mundo e no âmbito que os rodeia, seja na escola, no trabalho, na igreja ou na rua.

O fato de cantar musicas com um estilo diferente, não nos torna radicais; só nos torna diferentes.

Não adianta você ficar pulando nos cultos, berrando e uivando e rolando no chão, se depois na sua casa você é uma pessoa desobediente e de péssimo testemunho. Não adianta cantar e dançar “as musicas da ultima moda radical”. Se na primeira chance que você tem, acaba negando sua fé e se envergonhando de Jesus. Eu quero deixar bem claro que gosto muito de pular e dançar, e ate mesmo de rolar no chão. Mas não é isso que nos torna radicais.

Radical é também aquele que toma atitudes contra o pecado e a favor da santidade. Radical é aquele que se declara crente logo no primeiro dia na sala de aula. Radical é aquele cuja vida influencia a vida dos outros para seguir a Jesus.

Não é possível ser radical sem pagar um preço por isso, por esta razão eu afirmo que são poucos os radicais de verdade. Eu sempre tive um estilo de musica um pouco diferente, desde a época da Argentina, quando ainda não era crente, eu gostava de pesquisar e utilizar instrumentos diferentes. Gostava de misturar sons do Altiplano (cordillera dos Andes) com sons elétricos e sintetizados.

Mas quando me converti ao evangelho, fui convencido de que devia entrar em um padrão de musica mais normal. E então entrei nessa onda de “clonagem” onde todas as musicas eram parecidas e os ministérios e bandas soavam quase que iguais.

Eu me sentia um pouco preso e sem expressão. Mas um dia em 1996, meu amigo Gregário Mc Nutt, me emprestou uma fita de vídeo onde estava gravado um culto nos Estados Unidos, O que me chamou a atenção, foi que o líder do louvor usava instrumentos e sons muito diferentes dos padrões acostumados no nosso meio. Ai “caiu a ficha”, e eu fiquei tão impressionado, que disse para mim mesmo:- é isso!  Essa é minha praia!

Então chamei meus músicos para uma reunião na minha casa, e mostrei a fita para eles, e disse: -Vocês estão dispostos a pagar o preço?

E eles responderam:- Estamos com você para o que der e vier!

A partir de aquele dia a nossa musica mudou,  ou melhor, voltei às raízes, e eu me sinto mais realizado por tocar um estilo que eu gosto. Mas o preço foi alto. Muita rejeição, pouca popularidade, e em algumas igrejas fomos convidados a nos retirar. Nós tínhamos duas escolhas: ou vender o nosso chamado e tocar as musicas que todos queriam ouvir, ou continuar pagando o preço ate que houvesse um “irrompimento”. E escolhemos a segunda opção. Os resultados vieram com o tempo. Hoje o nosso ministério certamente não está entre os mais populares, justamente por causa do estilo, mas já temos um espaço maior de trabalho e os convites chegam de todas as denominações. O importante disso tudo não é justamente o estilo da musica em si, não importa qual é seu estilo, desde que seja algo que esta dentro de você, algo que Deus colocou em você, e não um padrão estabelecido por homens, Alguns cientistas e pesquisadores chegam a passar fome por causa daquilo em que acreditam. Mas parece que no nosso meio não é bem assim, quando se trata de pagar um preço são poucos os que o querem fazer. Eu passei algumas necessidades porque acreditei no meu chamado, houve momentos em que quase desisti por causa da pressão financeira, mas a graça do Senhor me bastou para poder continuar.

Um “trio” radical

Uma das passagens da Bíblia que mexe muito comigo é a do capítulo 3 de Daniel (todo). A historia de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. O rei Nabucodonosor fez uma imagem de ouro enorme para fins idólatras, e juntou seus prefeitos, governadores, juizes, etc, para a consagração, Ou seja, toda a mídia e as autoridades faziam do evento algo a nível nacional e até cultural.Toda vez que fosse tocada a música com os instrumentos descritos na passagem, todo aquele que ouvisse o som devia se prostrar imediatamente diante da imagem de ouro, e adorá-la; e aquele que não se prostrasse seria lançado na fornalha de fogo ardente.

Você deve lembrar que esse trio, Sadraque. Mesaque e Abede-Nego, não obedeceu tal ordem, e deixaram o rei furioso e irado.

O rei mandou chamá-los e os confrontou, e perguntou-lhes qual seria o deus que poderia livrá-los das suas mãos.

Mas eles responderam que não precisavam responder a essa pergunta, e que se Deus quisesse livrá-los Ele os livraria, mas se Ele não os livrasse não haveria problema, pois eles conheciam o seu Deus e confiavam Nele.

Em outras palavras, eles estavam comunicando ao rei que para eles, era melhor morrer com Deus do que viver sem Ele.

Nos dias de hoje acontecem coisas semelhantes, ‘a imagem de ouro’ seriam as muitas concupiscências com as quais somos tentadas diariamente, muitas não parecem pecados, porque tem um tom meio “cultural”, a até vemos governantes, atores, autoridades e celebridades e até líderes religiosas praticando tais “atrocidades culturais”, que o nosso Deus continua chamando de pecado. Nossos jovens estão sendo tentados a cada dia, a terem relações sexuais, usarem drogas e bebidas, e todo tipo de pecado que já não é visto como pecado, mas como uma evolução da sociedade, hoje ser homossexual está na moda e quem não é homossexual é considerado “ultrapassado”. Mas voltemos a historia de Sadraque e seus amigos. Tal vez se eles se prostrassem diante da imagem de ouro, ninguém perceberia; eles poderiam enganar os outros crentes da época, e hoje acontece o mesmo, tal vez se você se vender ao pecado só para ser aceito pela turma ou pela sociedade, tal vez ninguém perceba: mas o seu coração sabe, e Deus também, o que é pecado e o que não é.

Havia muitos judeus ou muitos crentes daquela época: mas a bíblia relata que só esses três não se dobraram diante da imagem de ouro, tal vez os outros se dobraram e passaram desapercebidos.

Mas isso não se refere somente a se desviar do evangelho, pois hoje vemos outros tipos de “imagens de ouro”, e outras formas de se vender ou se dobrar.

Hoje vemos ministros, músicos, pastores, e até muitos que se auto - intitulam profetas, se vendendo por um pouco de nome e fama, e ficam cegos pelo brilho dos holofotes, e do dinheiro. Pessoas pulando de ministério em ministério, e de igreja em igreja. Alguns correndo atrás de salário, vendem a visão que lhes foi dada por Deus.

Outros, correndo atrás de fama e reconhecimento humano, se dobram diante de convites de pastores ou ministérios que não tem nada a ver com a visão inicial ou até com o próprio chamado.

Por isso vemos tantos ministros frustrados, e ministérios que começaram bem, mas acabam fora da vontade de Deus. Eles erram na hora de escolher entre Deus e Mamom; e acabam se dobrando diante da “imagem de ouro”.

Conheço pessoas que não se vendem, e por causa disso sofrem perseguições e discriminação, o que seria como a “fornalha” na época de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Mas eles foram libertos dentro da fornalha, e a bíblia diz que o Próprio Senhor estava lá dentro com eles, e não só foram livres como também não se achou nenhum dano neles. Eles confiaram no seu Deus.

Conheço um rapaz, do sul do Brasil, que viveu uma situação que irá ilustrar melhor essa passagem nos dias de hoje:

Ele é um rapaz normal, veste roupas de “skatetista”, usa cabelo comprido, ouve música radical (cristã), mas o que me chama mais a atenção é o compromisso que ele tem com a santidade. Um belo dia ele estava na sala de aula, e o professor começou a contar piadas imundas e pornográficas.

Quase todos os alunos riram das tais piadas, inclusive alguns “crentes”. Mas este rapaz se levantou e disse -Professor, se o senhor não parar com essas piadas, eu peço licença paro me retirar da sala, pois eu vim aqui para estudar, e não para ouvir essas porcarias. Imediatamente o professor começou a humilhar o rapaz, chamando-o de “santinho“, “crentinho”, e tantas outras coisas depreciativas.

Também os alunos, inclusive os crentes. começaram a discriminá-lo e a isolá-lo.

Ele foi jogado na “fornalha de fogo ardente” por não se dobrar diante da imagem de ouro imposta naquele momento pelo professor. E foi assim humilhado e rejeitado por muito tempo, sozinho, dentro da fornalha da solidão, (se você quer ser radical, muitas vezes sentirá solidão). A toda hora era convidado para se drogar ou fazer sexo. Se ele se prostrasse aos convites de sedução, sexo, drogas, bebidas, que hoje “não tem nada a ver, todo mundo faz”, ele seria aceito pela turma.

Mas sempre o diabo nos dá uma segunda chance. O rei Nabucodonosor deu uma segunda chance a Sadraque e amigos (Dn 3.15), mas eles ficaram firmes, O rapaz da nossa história também ficou firme, e foi ai que as coisas começaram a mudar, ele ficava no seu canto, no recreio, com seu walk-man adorando a Deus, e a presença do Senhor era a cada dia mais palpável em sua vida.

Passados alguns meses ele foi procurado por um dos alunos, (um dos que o isolara), o qual lhe pediu ajuda, pois ele tinha engravidado uma menina, o nosso rapaz orou por ele e o levou aos pés de Jesus, depois, foi procurado por outro jovem que estava viciado em drogas e quase morreu de overdose, e outros o procuraram, mais tarde com diversos problemas. Ai ele fundou uma reunião de oração, que passou a ser freqüentada por muitos alunos, e ele se tornou o líder deles. Jesus, o quarto homem, esteve com ele dentro da fornalha.

As historias são semelhantes, pois no final tanto este rapaz, quanto Sadraque e amigos, foram reconhecidos e honrados por aqueles que os perseguiram e humilharam, sem ter que se vender nem se prostrar diante da “imagem de ouro”.

Se você confiar em Deus e ficar firme diante das propostas pecaminosas, quando “o som” começar a tocar indicando que você deve se prostrar, se render, se entregar, mas você dizer -NÃO! Eu não estou à venda! Você pode ter certeza que a pesar de acontecerem algumas discriminações e perseguições, o próprio Senhor Jesus estará com você dentro da fornalha e te livrará dentro dela, Fique firme e confie no Senhor. No tempo certo Ele vai te honrar, assim como Ele honrou a Sadraque, Mesaque e Abede Nego diante do rei e da sociedade da época.

Faça parte da geração de adoradores radicais.

Paz para seu coração.

Jorjão

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AS DUAS CARAS DA MOEDA

Posted by diullei on 31st janeiro 2012 in Sem categoria

Existe um assunto que gera polêmica desde os tempos de Paulo até os dias de hoje. Mas é um assunto complexo e delicado porque nos nossos dias tem se tornado motivo de escândalo e divisão.

O título desta mensagem diz alguma coisa sobre o que se trata. Moeda. Dinheiro, o tema mais polêmico nos últimos tempos na igreja.

Existem dois lados da moeda.

Existem discussões a respeito, e sempre me perguntam o que acho disso.

Cobrar ou não cobrar para pregar o evangelho?

Se a pessoa cobra algum valor é criticada, mas se a pessoa não cobra não é valorizada, e muitas vezes desonrada por aqueles que organizam os eventos.

Vamos ver o que pensa o apóstolo Paulo.

I Coríntios 9  Os Direitos de um Apóstolo

1) Não sou livre? Não sou apóstolo? Não vi Jesus, nosso Senhor? Não são vocês resultado do meu trabalho no Senhor?

2) Ainda que eu não seja apóstolo para outros, certamente o sou para vocês! Pois vocês são o selo do meu apostolado no Senhor.

3) Esta é minha defesa diante daqueles que me julgam.

4) Não temos nós o direito de comer e beber?

5) Não temos nós o direito de levar conosco uma esposa crente como fazem os outros apóstolos, os irmãos do Senhor e Pedro?

6) Ou será que só eu e Barnabé temos direito de receber sustento sem trabalhar?

7) Quem serve como soldado à própria custa? Quem planta uma vinha e não come do seu fruto? Quem apascenta um rebanho e não bebe do seu leite?

8) Não digo isso do ponto de vista meramente humano; a Lei não diz a mesma coisa?

9) Pois está escrito na Lei de Moisés: “Não amordace o boi enquanto ele estiver debulhando o cereal”a. Por acaso é com bois que Deus está preocupado?

10) Não é certamente por nossa causa que ele o diz? Sim, isso foi escrito em nosso favor. Porque “o lavrador quando ara e o debulhador quando debulha, devem fazê-lo na esperança de participar da colheita”.

11) Se entre vocês semeamos coisas espirituais, seria demais colhermos de vocês coisas materiais?

12) Se outros têm direito de ser sustentados por vocês, não o temos nós ainda mais? Mas nós nunca usamos desse direito. Ao contrário, suportamos tudo para não colocar obstáculo algum ao evangelho de Cristo.

13) Vocês não sabem que aqueles que trabalham no templo alimentam-se das coisas do templo, e que os que servem diante do altar participam do que é oferecido no altar?

14) Da mesma forma, o Senhor ordenou àqueles que pregam o evangelho, que vivam do evangelho.

15) Mas eu não tenho usado de nenhum desses direitos. Não estou escrevendo na esperança de que vocês façam isso por mim. Prefiro morrer a permitir que alguém me prive deste meu orgulho.

16) Contudo, quando prego o evangelho, não posso me orgulhar, pois me é imposta a necessidade de pregar. Ai de mim se não pregar o evangelho!

17) Porque, se prego de livre vontade, tenho recompensa; contudo, como prego por obrigação, estou simplesmente cumprindo uma incumbência a mim confiada.

18) Qual é, pois, a minha recompensa? Apenas esta: que, pregando o evangelho, eu o apresente gratuitamente, não usando, assim, dos meus direitos ao pregá-lo.

19) Porque, embora seja livre de todos, fiz-me escravo de todos, para ganhar o maior número possível de pessoas.

No verso 14 vemos claramente a ordem do Senhor: “aquele que prega o evangelho, que viva do evangelho”. Então vemos que é totalmente lícito receber uma contribuição da igreja, ou denominação para a qual estamos trabalhando.

Os pregadores itinerantes (me coloco no meio) deixam família, casa, conforto, para ir a outros lugares e levar uma palavra de Deus ou uma “ministração” que irá abençoar o coração daquele povo que o recebe. Esses ministros muitas vezes voltam para casa de mãos vazias, envergonhados diante da família por não trazer o mantimento para suprir as necessidades da casa. Isso é de Deus?

Eu sei por experiência própria que o Senhor supre as necessidades daqueles que o servem. Mas é correto despedir um servo de Deus de mãos vazias depois que ele dedicou dias para servir em determinado lugar? Eu garanto que já vi acontecer isso muitas e muitas vezes. Eu chamo isso de desonrar o servo de Deus. Parece que sempre foi um tema controverso, pelo jeito com que Paulo trata do assunto.

Eu sei que existem cachês muitas vezes exagerados, mas também sei que muitos desses ministros já passaram humilhação e foram maltratados.

Como poderíamos chegar a um equilíbrio? Será que isso é possível?

Eu creio que sim, mas precisa haver um esforço de ambas as partes. De quem convida, e de quem é convidado. Eu prefiro não cobrar mas deixar bem claro que preciso da oferta dos irmãos. Porque afinal de contas é um trabalho como qualquer outro, e muitas vezes bem cansativo; envolvendo viagens, estadias longe de casa, longos cultos, aconselhamentos, e muitas vezes voltamos para casa bem cansados.

Eu creio que os ministros precisam ser valorizados; mas entenda bem, não super valorizados, como se uns fossem mais importantes que outros. Mas dar o valor devido, serem tratados como mensageiros do Senhor.

Continua…………..

Paz para teu coração

Jorge Russo

ministeriotrio@gmail.com www.ministeriotrio.com.br