O lugar secreto

Posted by admin on 12th março 2010 in Sem categoria

Mt 6:5) “E quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas. Eles gostam de ficar orando em pé nas sinagogas e nas esquinas, a fim de serem vistos pelos outros. Eu lhes asseguro
que eles já receberam sua plena recompensa.
6) Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está em secreto. Então seu Pai, que vê em secreto, o recompensará.

O lugar secreto a pesar de ser um lugar bastante confortável e aconchegante é um lugar de morte também, é ali onde os verdadeiros adoradores adoram em espírito e em verdade. Não para aparecer e ser vistos pelos homens, mas pelo simples prazer de estar com Deus e adorá-lo.
Em Mateus 6: 5 e 6 Jesus fala claramente sobre o lugar secreto, lugar este onde não há fingimentos nem hipocrisia diante de Deus, e não precisamos agradar homens, e é um lugar onde podemos abrir o coração e derramar tudo o que está dentro. Hoje em dia, a luta com os ministérios de adoração tem sido o “estrelismo” e a busca de fama e aceitação, o amor pelos holofotes. Mas na verdade, se você for procurar entre esses músicos, quem é verdadeiro adorador, podemos contar com os dedos de uma mão. Por um lado buscam a perfeição musical, ensaiam ate cansar treinam técnicas e escalas das mais sofisticadas (não tenho nada contra isso), mas não buscam nem adoram ao Senhor da glória. E depois pretendem “levar” ou conduzir a igreja em adoração. Dá vontade de rir;  ou de chorar. Mas existe uma recompensa para aqueles que adoram no lugar secreto, Jesus disse que “o Pai que vê em secreto te recompensará”. Quando “morremos” para nós mesmos, é porque já está chegando a hora da recompensa de Deus. Quando já não estamos mais interessados em receber glória de homens, ai é que estamos prontos para receber a recompensa que Deus tem para nós. Podemos ministrar diante da multidão, que isso não vai nos afetar no nosso orgulho. É por isso que disse antes que o lugar secreto é um lugar de morte: morremos para nós mesmos, para o orgulho e para o ego, para que “Cristo viva em nós”  (Rm 6). Por muitos anos eu insisti em levar meu ministério na força do talento, e pela misericórdia de Deus havia alguns frutos, eu diria que a 30 por 1, mas eu sabia que havia muito mais: que não seria só isso.

Experiência própria.
Eu era musico desde criança, e tive a musica como profissão a partir dos 18 anos de idade, eu possuía o dom natural de fazer com que as pessoas dançassem, rissem ou chorassem, possuía um carisma especial de lidar com o público. Então quando me entreguei ao Senhor Jesus, e fui apresentado à igreja, os lideres imediatamente, me colocaram nos púlpitos para ministrar e tocar. Daí passei a fazer as mesmas coisas que eu fazia anteriormente: usar o meu dom e meu carisma poro mexer com o publico. Houve um erro muito grande por parte da liderança de me colocar nessa situação, hoje vemos pessoas que tem um talento natural e quando se convertem já são colocadas para ministrar diante da multidão. Não existe preparo espiritual, e a pessoa carrega feridas na alma que não foram curadas.
Certa ocasião, em 1987, eu preparei um evangelismo de impacto na cidade de São Luis de Montes Belos, em Goiás. Formei uma equipe de elite, com altíssimo nível musical.
Fomos tocar numa escola noturna, a qual era freqüentada por pessoas adultas, na sua maioria amantes de rock e som pesado. Então ensaiamos e nos preparamos, com “ensaios, jejuns e orações” , durante 15 dias.
Quando chegou o dia do apresentação, já estávamos “afiados”.
Tocamos como nunca, uns arranjos maravilhosos, Solos de guitarra espetaculares, e o público começou a delirar e dançar e aplaudir de pé.
Foram duas horas de adrenalina pura, muita emoção e agitação, em outras palavras, olhando com os olhos naturais, estava saindo tudo como planejado. Mas quando fiz o chamado para entregar o coração ao Senhor, quase ninguém levantou a mão, tal vez umas três ou quatro pessoas; mas a maioria só queria ouvir mais musica e dançar (algumas pessoas começaram a tirar a roupa). E eu falei: -mas Senhor, nós jejuamos, ensaiamos até cansar, e nada aconteceu? Nesse momento, eu senti um vazio muito grande em meu coração, e me dei conta de que só naquele momento eu me lembrara do Senhor.
O que eu sentia era nada mais e nada menos do que a falta da presença de Deus, uma tristeza e uma angustia profundas invadiram meu ser, ai não sabia se agradecia os aplausos da multidão ou chorava por que sentia que não estava agradando a Deus. Os outros musicas pareciam satisfeitos, mas eu comecei a sentir uma grande frustração.
Enquanto isso subiu ao palco um irmão com um violão. Este irmão era de uma aparência simples e humilde, quando sorria mostrava a falta de um dente da frente, e o violão era de baixa qualidade, desafinado e faltava-lhe uma corda.
-    Posso ter a oportunidade de louvar o Senhor aqui?- me perguntou.
-Sim, claro! - respondi com a boca, mas meu coração dizia: - Não! Mas ele começou a cantar um hino antigo. (totalmente desafinado), e eu queria que a terra me tragasse naquela hora, pensava que iríamos ser apedrejados pelos roqueiros. Mas quando levantei meus olhos, vi algo impressionante:
Todos os alunos estavam de joelhos chorando compulsivamente, e a presença doce do Senhor inundou a escola. Eu comecei a chorar também. Naquele momento o Espírito do Senhor falou ao meu coração:

-“ Para tocar meu coração é necessário muito mais do que dons e talentos”.

“Nossos dons e talentos não atraem a presença de Deus, pois foi Ele quem nos deu esses dons. Nem mesmo nossos Jejuns sobem a Ele quando o objetivo não é a glória do Senhor. Aquele irmão, não possuía um grande talento, mas o amor que fluía dele só podia vir de uma profunda Intimidade com Deus. Ele estava totalmente morto para os homens, não queria saber se os homens estavam gostando ou não, ele simplesmente fez o que fazia diariamente: Adorar ao Senhor”.

É difícil agradar a Deus e aos homens ao mesmo tempo, nós tínhamos tocado o que eles queriam ouvir, mas não o que Deus queria que eles ouvissem.
Mais tarde o Senhor falou comigo nessa passagem de Mateus 6, e ele me disse: -como você quer levar às pessoas a me adorar se você mesmo não o faz?
Ao que respondi: -mas Senhor, eu te adoro!.
Mas ele me disse- Não, meu filho, você tem cantado, ensaiado, e ate orado com muita dedicação e empenho. Tem emocionado as pessoas. Mas o que eu quero é me relacionar com você de forma mais intima. Agora eu quero provar teu coração.

Então eu tive a clara direção de Deus de parar de ministrar por um ano, e me dedicar única e exclusivamente a adorar o meu Senhor no lugar secreto.
Nesse período, passei a adorar somente no meu quarto, e comecei a conhecer o caráter do Pai, o que fez com que me apaixonasse a cada dia mais por ele. Mas os primeiros tempos não foram fáceis.

No lugar secreto somos purificados e refinados

Eu passei literalmente pela morte; assistia a cultos e observava outros ministros cantando e ministrando nos púlpitos, e me consumia por dentro o desejo de ministrar também. Mas o trabalho do Espírito em nossas vidas é maravilhoso, mas também costuma ser bem doloroso.

Malaquias 3:3 “ Assentar-se-á como refinador e purificador de prata; purificará os filhos de Levi, e os refinará como ouro e como prata; eles trarão ao senhor as justas ofertas”
V.4 “Então a oferta de Judá e de Jerusalém será agradável ao Senhor, como nos dias antigos, e como nos primeiros anos”.

Meditando nessa passagem, e procurando saber com amigos que são especialistas em purificação de metais, eu comecei a entender como funciona o processo de purificação e refinamento da prata e do ouro. O refinador se assenta diante da peça segurando-a bem no meio do fogo, na parte de maior calor. Isso pode levar algum tempo, dependendo das impurezas e da sujeira que a peça contem. Eu posso imaginar o Senhor segurando a gente no meio do fogo, assentado olhando para nós atentamente. Porque é assim o processo de refinamento; o ourives não pode tirar os olhos da peça nem por um segundo; porque se distraísse por um momento, a peça poderia ser destruída pelo fogo. Assim também o Senhor não tira os olhos de nós enquanto estamos no processo de purificação. E o mais interessante é que o ourives sabe que a peça está completamente limpa e livre de impurezas, no exato momento em que ele consegue ver sua imagem refletida na peça. Assim também o nosso Deus sabe que estamos prontos quando ele consegue ver a Sua imagem em nós.
Esse processo é doloroso, mas é fundamental para que tenhamos um ministério de acordo com a vontade de Deus.
Ele também nos leva para o deserto, a fim de falar ao nosso coração e nos provar (Deuteronômio 8:3)

Meus primeiros meses no lugar secreto foram literalmente um deserto e um doloroso processo de purificação; mas também foram tempos que marcaram minha vida para sempre, e foi onde me apeguei mais ao Senhor e comecei a confiar mais nele.

Depois de seis meses eu já amava aquele lugar, e ficava feliz e satisfeito só de pensar que me encontraria com meu Senhor no lugar secreto.
Antes disso, eu olhava para os outros ministros e sentia inveja e ciúmes. E falava: -eu é que tenho que estar ai ministrando.
Mas o Senhor falava comigo:- Ainda teu ego te domina, meu filho.
Por isso, durante o tratamento eu sentia dor, literalmente passei pela morte; morte do ego, do orgulho, da auto-suficiência e da confiança em bagagens.
Depois de um ano, eu já não queria saber mais de púlpitos nem de ministrar, e já não sentia inveja nem ciúmes dos outros ministros. Eu só queria saber de adorar ao Senhor, em qualquer lugar. Nesse tempo ouvi a voz do Senhor dizendo: - Filho, eu quero que você volte a ministrar.
Eu disse:- Para mim tanto faz Senhor, aqui está bom demais para mim!
O Senhor me disse:- É por isso que chegou a hora de voltar a ministrar, porque agora você descobriu o que é adorar em espírito e em verdade, em qualquer situação e circunstancia e não apenas para subir num púlpito e cantar diante da multidão.
Finalmente eu havia entendido a diferença entre cantar e adorar, ou entre “apresentar” e ministrar. Eu entendi que para adorar era necessário conhecer, e entendi que adorar não era só cantar musicas lentas, emotivas, mas era preciso ter uma “vida de adoração”.
O estilo de vida de um adorador verdadeira só se adquire no lugar secreto. Depois disso meu ministério deu um pulo enorme, e hoje, para glória do Senhor Jesus, tenho viajado, pelo Brasil e fora do Brasil, tentando achar verdadeiras adoradores e convidando a noiva para freqüentar diariamente o “Lugar Secreto”.
Depois disso, tive outras experiências de ficar tempos sem ministrar, porque sabia que precisava ser tratado em alguma área da minha vida, em todas essas experiências sempre aprendi algo novo vindo do coração do Pai.
“E teu Pai que vê em secreto te recompensará”
Seja um adorador de verdade, busque o Senhor no lugar secreto, e você vai ver: não vai querer sair mais de lá.
Paz para teu coração
Jorjão
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O Primeiro Amor

Posted by admin on 3rd fevereiro 2010 in Sem categoria

AP 2: 1 a 7 
Carta à Igreja de Éfeso

1) “Ao anjo da igreja em Éfeso escreva:“Estas são as palavras daquele que tem as sete estrelas em sua mão direita e anda entre os sete candelabros de ouro.
2) Conheço as suas obras, o seu trabalho árduo e a sua perseverança. Sei que você não pode tolerar homens maus, que pôs à prova os que dizem ser apóstolos mas não são, e descobriu que eles eram impostores.
3) Você tem perseverado e suportado sofrimentos por causa do meu nome, e não tem desfalecido.
4) “Contra você, porém, tenho isto: você abandonou o seu primeiro amor”.
5) Lembre-se de onde caiu! Arrependa-se e pratique as obras que praticava no princípio. Se não se arrepender, virei a você e tirarei o seu candelabro do lugar dele.
6) Mas há uma coisa a seu favor: você odeia as práticas dos nicolaítas, como eu também as odeio.
7) “Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao vencedor darei o direito de comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus.

Existe um estado em nós, os seres humanos, que chamamos de “primeiro amor”. Isso pode acontecer em varias áreas da nossa vida sempre que começamos algo, ou experimentamos algo novo.
O primeiro amor no trabalho, na escola, nas amizades, num namoro. É como se fosse um deslumbramento. Eu lembro que tive um primeiro amor na minha experiência com drogas. Só que depois de um tempo percebi o engano que era aquilo, quando já era tarde. Foram quase dez anos de vicio.

Quando conheci o Senhor Jesus tive uma experiência maravilhosa e um novo conceito de amor. Um amor e uma alegria que nunca havia experimentado antes.

Estava vivendo o primeiro amor com Jesus!

Lembro que só de ouvir falar o nome de Jesus ficava tão alegre e tão animado que começava a cantar hinos de louvor em qualquer lugar que estivesse, na rua, no supermercado, no ônibus. Meu coração explodia de gratidão em todo momento e em qualquer situação.
Todo dia participava de cultos e reuniões onde se louvasse e adorasse o Senhor. Lembro com detalhes de uma placa luminosa em neon vermelho escrito: “JESUS BREVE VOLTARÁ”.  Que eu podia ver quando voltava para casa de ônibus, do alto de um viaduto. Era só ver essa placa que meu coração explodia em jubilo e paixão, e então ficava em pé no ônibus e pregava sobre a volta do Senhor, distribuía folhetos e orava com as pessoas que assim o desejassem. Muitas vezes o motorista precisou parar o ônibus por causa das lagrimas.
A volta de Jesus era o desejo do meu coração.
Mas o tempo foi passando e algo foi mudando em meu coração. Eu passava por aquele viaduto e via aquela placa luminosa mas já não havia tanta empolgação, já não havia tanta alegria. Eu lia “JESUS BREVE VOLTARÁ”, mas pensava: — Mas eu ainda não casei! – ou - Eu ainda não tenho a casa própria- e coisas desse tipo. E o EU começou a ocupar mais espaço no meu coração.
Já não havia tanta gratidão, e comecei a me tornar uma pessoa automática, mecânica. Orava sim, lia a Bíblia sim, mas algo havia ficado para trás. Algo se quebrou. Fazia tudo de forma automática, as orações as canções. Parece que o evangelho se tornou apenas uma religião.

Talvez você, leitor tenha passado por isso, ou esta passando por isso. Parece que tudo ficou na mesmice, tudo muito repetitivo, as orações, as canções, os cultos, os evangelismos, os relacionamentos. E começamos a buscar culpados; líderes, ministros, pastores, esposa, marido. Ai é quando deixamos o primeiro amor com diz o verso 4 (acima).
O que era um evangelho vivo se torna uma religião morta.
Um dia estava voltando no mesmo ônibus, e passando pelo mesmo viaduto, mas algo havia mudado: aquela placa luminosa estava desligada. Não deu para ver o JESUS BREVE VOLTARÁ ao qual estava tão acostumado. Assim como nos acostumamos com os cultos e pregações, e os cânticos que cantamos de forma mecânica.
Mas me chamou a atenção o fato daquela placa estar desligada. E fui para minha casa pensando no assunto. Quando cheguei, depois de jantar e tomar um banho, fui ao meu quarto para orar (de forma automática e mecânica), mas perguntei ao Senhor sobre aquela placa. – Porque será que aquela placa estava desligada?
Imediatamente o Espírito Santo falou ao meu coração. — Essa placa não é tão importante assim, mas vejo que a placa do teu coração se apagou também –
Aquela palavra foi como uma faca entrando em mim, e logo abri a Palavra de Deus no texto acima citado (AP 2 : 1 a 7), só que na hora parecia que estava escrito “carta ao Jorjão”. Depois de ler esse texto fui invadido de uma tristeza profunda e comecei a chorar,  lembre-se de onde caiu! Arrependa-se e pratique as obras que praticava no princípio. Se não se arrepender, virei a você e tirarei o seu candelabro do lugar dele, diz o verso 5.

O candelabro simboliza a presença manifesta de Deus. Não a onipresença que podemos ver na natureza, nas crianças, etc. Mas a presença intima do Senhor, e quando ficamos sem essa presença nos tornamos apenas religiosos.

Depois de ler, começou a passar tudo em minha mente, desde a minha conversão, os primeiros toques, as primeiras orações, os primeiros evangelismos. E percebi que com o tempo havia me tornado um religioso sem vida.
O que muitos chamam de maturidade eu chamo de religiosidade.
Naquela hora tive um profundo arrependimento e chorei durante muito tempo. Pedi ao Senhor que acendesse novamente o fogo em mim.
Se o seu coração não esta clamando pela vinda do Senhor, algo esta errado, porque em Apocalipse 22: 17  diz: 
O Espírito e a noiva dizem: “Vem!” E todo aquele que ouvir diga: “Vem!” Quem tiver sede, venha; e quem quiser, beba de graça da água da vida.

Acontece que durante nossa caminhada começamos a colocar outros tronos em nossos corações. De repente o dinheiro é entronizado e toma o lugar de Deus em nossas vidas, u talvez um namoro, um relacionamento ocupa o trono dos nossos pensamentos, ou até mesmo nossos ministérios ocupam esse lugar.

Não é errado você ter dinheiro, ou namoro, ou ministério, etc. Mas o que está errado é entronizar essas coisas, porque ai começamos a deixar o primeiro amor para trás. Coisas e pessoas se tornam mais importantes que Deus. E deixamos o Senhor em segundo plano.

Eu te convido a deixar o Espírito Santo te sondar agora e te mostrar se há outros tronos ocupando o lugar Dele em teu coração.
E assim que o Senhor te falar, entrega tudo para Ele e pede para Ele reinar novamente em todas as áreas da tua vida. Vamos voltar ao primeiro amor!
O espírito e a Noiva dizem Vem!!  Vem Senhor!
Toma o teu lugar Jesus!
Paz para o teu coração
Pr. Jorjão Russo
ministeriotrio@gmail.com  www.ministeriotrio.com.br

O caminho mais curto

Posted by admin on 11th janeiro 2010 in Sem categoria

O caminho mais curto

Em quase todas as situações, nós, os seres humanos, temos a tendência de querer sempre encurtar os caminhos pelos que passamos porque, obviamente, queremos chegar mais rápido; ai descobrimos um monte de “atalhos” e “jeitinhos” para acelerar o processo. Mas nem sempre é a melhor opção. Às vezes eu me perguntava: - Porque sempre as coisas demoram mais comigo?

Eu sempre questionei o Senhor a respeito dessas coisas. Em todas elas eu vi que realmente era melhor esperar, ou passar pelo caminho mais longo.

Temos um exemplo no povo de Israel na saída do Egito.

A Partida dos Israelitas (Ex 13)

17) Quando o faraó deixou sair o povo, Deus não o guiou pela rota da terra dos filisteus, embora este fosse o caminho mais curto, pois disse: “Se eles se defrontarem com a guerra, talvez se arrependam e voltem para o Egito”.

18) Assim, Deus fez o povo dar a volta pelo deserto, seguindo o caminho que leva ao mar Vermelho. Os israelitas saíram do Egito preparados para lutar.

19)Moisés levou os ossos de José, porque José havia feito os filhos de Israel prestarem um juramento, quando disse: “Deus certamente virá em auxílio de vocês; levem então os meus ossos daqui”.

20) Os israelitas partiram de Sucote e acamparam em Etã, junto ao deserto.

21)Durante o dia o SENHOR ia adiante deles, numa coluna de nuvem, para guiá-los no caminho, e de noite, numa coluna de fogo, para iluminá-los, e assim podiam caminhar de dia e de noite.

22) A coluna de nuvem não se afastava do povo de dia, nem a coluna de fogo, de noite.

O Senhor sabia que o povo estava, de certa forma, acomodado com a escravidão. E ainda não era a hora de enfrentar os Filisteus. Nós não podemos encarar os inimigos que estão na frente, sem primeiro nos livrar dos que estão atrás. Nós não podemos encarar uma batalha deixando uma outra pendente, porque nunca estaríamos concentrados da maneira que deveria ser.

Quando se trata de ministério, muitas vezes acontece o mesmo. Queremos ministérios bem-sucedidos de uma forma rápida e sem ter de pagar o preço.

Quando eu me converti ao Senhor Jesus, já era musico; e era um musico profissional. Mas um erro muito grave que acontece nas igrejas é que as pessoas são vistas e reconhecidas por causa dos dons. Mas como já disse em outras ocasiões, Deus não se impressiona nem um pouco com nossos dons e talentos; Ele traça o caminho e nós obedecemos ou não. Deus quer que sejamos ministros sarados. Quando os meus lideres (na época da minha conversão) descobriram meus dons e talentos, rapidamente me chamaram para ministrar. E como eu tinha muita experiência com publico, não tive dificuldades em cantar e tocar o novo tipo de canções.

Eu creio hoje que aquilo foi um erro. Porque eu não estava pronto para encarar essa “guerra”. Os inimigos que estavam atrás de mim não haviam sido vencidos ainda, e carregava um fardo de feridas não saradas, que a toda hora vinham à tona. Não podemos basear nossa vida ministerial apenas nos dons e talentos, tem que haver conteúdo vivo, uma alma sarada e uma mente concentrada naquilo que estamos fazendo. Eu fico imaginando o povo de Israel, se tivesse ido pelo caminho mais curto. Provavelmente teriam desistido e voltado atrás, logo na primeira batalha; os filisteus eram assassinos ferozes e sanguinários, e o povo de Israel estava totalmente enferrujado por causa da escravidão.

Quando tomamos decisões contrarias à vontade de Deus, ficamos sem orientação da coluna de nuvem durante o dia nem a coluna de fogo durante a noite; ficamos desorientados, e começamos a errar seguidamente. Quando vinham as lutas, eu pensava: -Ah! Que saudades do mundo e de tocar nas noites de Buenos Aires! – não tinha tanta luta!-

Porque na guerra não há tréguas. Como poderia eu enfrentar os novos inimigos sem vencer os antigos?

O Egito estava “nas costas” de Israel. E Israel precisava se livrar dele.

A Perseguição dos Egípcios (Ex 14)

1) Disse o SENHOR a Moisés:

2) “Diga aos israelitas que mudem o rumo e acampem perto de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar. Acampem à beira-mar, defronte de Baal-Zefom”.

3) O faraó pensará que os israelitas estão vagando confusos, cercados pelo deserto.

4) Então endurecerei o coração do faraó, e ele os perseguirá. Todavia, eu serei glorificado por meio do faraó e de todo o seu exército; e os egípcios saberão que eu sou o SENHOR “. E assim fizeram os israelitas”.

5) Contaram ao rei do Egito que o povo havia fugido. Então o faraó e os seus conselheiros mudaram de idéia e disseram: “O que foi que fizemos? Deixamos os israelitas saírem e perdemos os nossos escravos!”.

9) Os egípcios, com todos os cavalos e carros de guerra do faraó, os cavaleiros e a infantaria, saíram em perseguição aos israelitas e os alcançaram quando estavam acampados à beira-mar, perto de Pi-Hairote, defronte de Baal-Zefom.

A Travessia do Mar

10) Ao aproximar-se o faraó, os israelitas olharam e avistaram os egípcios que marchavam na direção deles. E, aterrorizados, clamaram ao SENHOR.

11) Disseram a Moisés: “Foi por falta de túmulos no Egito que você nos trouxe para morrermos no deserto?”. O que você fez conosco, tirando-nos de lá?

12) Já lhe tínhamos dito no Egito: Deixe-nos em paz! Seremos escravos dos egípcios! Antes ser escravos dos egípcios do que morrer no deserto!”

13) Moisés respondeu ao povo: “Não tenham medo. Fiquem firmes e vejam o livramento que o SENHOR lhes trará hoje, porque vocês nunca mais verão os egípcios que hoje vêem.

14) O SENHOR lutará por vocês; tão-somente acalmem-se”.

O problema é que para ver o nosso inimigo derrotado precisamos encarar o mar, o que não deixa de ser um confronto. O mar em minha vida era largar tudo e obedecer a Deus. Ou seja, começar do zero. Na verdade dá medo, porque a pesar das lutas e tribulações, não queremos perder o “lugar” conquistado. Depois de quase três anos de ministério eu percebi que estava andando no caminho errado. Eu queria “encurtar” a coisa, mas Deus tinha outros planos. Depois de um episodio em um evangelismo, eu tive a clara direção de Deus de entregar o ministério em Suas mãos, e deixar ele me livrar dos inimigos que estavam atrás de mim. O mar me foi apresentado e eu poderia novamente escolher.

21) Então Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o SENHOR afastou o mar e o tornou em terra seca, com um forte vento oriental que soprou toda aquela noite. As águas se dividiram,

22) e os israelitas atravessaram pelo meio do mar em terra seca, tendo uma parede de água à direita e outra à esquerda.

23) Os egípcios os perseguiram, e todos os cavalos, carros de guerra e cavaleiros do faraó foram atrás deles até o meio do mar.

24) No fim da madrugada, do alto da coluna de fogo e de nuvem, o SENHOR viu o exército dos egípcios e o pôs em confusão.

25) Fez que as rodas dos seus carros começassem a soltar-se , de forma que tinham dificuldade em conduzi-los. E os egípcios gritaram: “Vamos fugir dos israelitas! O SENHOR está lutando por eles contra o Egito”.

26) Mas o SENHOR disse a Moisés: “Estenda a mão sobre o mar para que as águas voltem sobre os egípcios, sobre os seus carros de guerra e sobre os seus cavaleiros”.

27) Moisés estendeu a mão sobre o mar, e ao raiar do dia o mar voltou ao seu lugar. Quando os egípcios estavam fugindo, foram de encontro às águas, e o SENHOR os lançou ao mar.

28) As águas voltaram e encobriram os seus carros de guerra e os seus cavaleiros, todo o exército do faraó que havia perseguido os israelitas mar adentro. Ninguém sobreviveu.

Quando somos colocados de frente para o mar, é como se fosse um espelho onde enxergamos nossos medos, desilusões, angustias, fracassos, e também nossos enganos e mentiras. Encarar isso não é fácil. Mas é necessário.

É uma questão de confiança no Senhor. O problema do escravo, é que ele acaba confiando na escravidão. O fato de ser livre lhe causa medo, porque não saberia como agir diante de escolhas. Sendo escravos não temos muitas opções. Mas quando se apresentam as opções, somos incapazes de tomar decisões. De certa forma a escravidão acaba gerando um falso conforto, que é difícil de abandonar. Quando há pendências do passado sem resolver, vamos acrescentando peso ao nosso fardo a medida que avançamos. E o inimigo em nossas costas vai chegando mais e mais perto de nos destruir. Esse inimigo precisa ser vencido antes de encarar outros. No meu caso, eu resolvi entregar tudo nas mãos de Deus e deixar ele me conduzir pelo mar. O mar é o preço que pagamos. As vezes ficamos com medo, as vezes sozinhos; e as vezes olhamos para atrás; mas quem abre as águas é o Senhor. Ele sopra o vento na hora certa para o mar se abrir. É sempre uma escolha diante de nós. Eu poderia perfeitamente continuar forçando a barra com meu dom e talento, mas estaria sempre com a sombra do “inimigo de trás”. Depois que Israel atravessou o mar, ficou livre desse inimigo. Logo viria o deserto, e apareceriam outros inimigos pela frente; novamente Deus os conduz pelo caminho mais longo, porque Ele precisa tratar com o caráter dos seus filhos. Mas esse é um outro assunto.

Paz para teu coração

Jorge Russo ministeriotrio@gmail.com www.ministeriotrio.com.br

Culto ao suicídio

Posted by admin on 10th dezembro 2009 in Sem categoria

Culto ao suicídio

Mateus 11: 28 a 30
28) “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.
29) Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas.
30) Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.
Jesus disse “venham a mim, vocês que estão cansados e sobrecarregados”. Sobrecarregados pode-se traduzir em deprimidos, ansioso, pesarosos, etc.
Hoje vivemos um tempo de culto ao suicídio. Vemos isso nos filmes e seriados que  os nossos adolescentes e jovens estão assistindo. A depressão, a angústia, a rejeição e a vergonha são algumas das causas de suicídios e de tentativas de suicídio.
Na Bíblia temos alguns casos que poderiam muito bem acontecer nos nosso dias.
Rejeição:
2 Samuel 17 : 23
“Vendo Aitofel que o seu conselho não havia sido aceito, selou seu jumento e foi para casa, para a sua cidade natal; pôs seus negócios em ordem e depois se enforcou. Ele foi sepultado no túmulo de seu pai”.
A rejeição é uma das causa mais fortes de depressão. Hoje vemos milhares de jovens sendo “criados” por babás eletrônicas (TV, vídeo games, internet) por causa da ausência paterna e de referência.  E nos filmes e seriados dessa geração se percebe claramente um “culto” à depressão como se fosse um estado de ânimo natural. Eu pude ver um filme recentemente onde a atriz principal por varias vezes declara que deseja entregar sua alma às trevas, e tenta cometer suicídio varias vezes para “chamar a atenção” da pessoa amada (neste caso um vampiro “bonzinho”). Esse filme é um sucesso de bilheteria. Parece um filme romântico “normal”. Mas me preocupa o que está por trás disso, e o que esse filme esta provocando nos nossos jovens.
Eu me considero uma pessoa liberal, sempre e quando preserve os princípios de Deus na minha vida. Mas precisamos ficar de olho nas mensagens que estão sendo enviadas aos nossos jovens. Hoje em dia o vampirismo se tornou algo normal e corriqueiro. Na minha mocidade o vampiro era “o capeta”. Hoje parece que temos “demônios do bem e demônios do mal”.
Existe uma onda de suicídio nessa geração, e só não vê quem não quer enxergar. Nesses dias estávamos num churrasco festejando o aniversário de uma amiga querida, quando a festa foi interrompida abruptamente pela noticia do suicídio do irmão da mesma. Pai de adolescentes, causou uma comoção na família.
O suicídio é o ultimo ato de um egoísta. Porque deixa um grande problema para as pessoas que amavam esse individuo. É um ato covarde e egoísta.

Vergonha:
1 Cr 10: 4) Então Saul ordenou ao seu escudeiro: “Tire sua espada e mate-me, se não sofrerei a vergonha de cair nas mãos desses incircuncisos”.Mas o seu escudeiro estava apavorado e não quis fazê-lo. Saul, então, apanhou a própria espada e jogou-se sobre ela.
5) Quando o escudeiro viu que Saul estava morto, jogou-se também sobre sua espada e morreu.
Tanto Saul quanto seu escudeiro se suicidaram por causa de vergonha. O primeiro sentiu vergonha pela derrota, e o segundo sentiu vergonha por não ter sido um bom escudeiro.
Existem vários tipos de suicídio.
O suicídio de fato, que é tirar a própria vida, o suicídio ministerial, que é quando se abre mão de ministérios e chamados de Deus, o suicídio intelectual, que é quando se deixa de pensar e se engole qualquer doutrinazinha que aparece por ai. Em fim vários tipos e varia causas temos ai.
Mas Jesus disse “venham a mim”. Ele não disse abandonem tudo, fujam, corram.
Ele disse “venham”. Ele chama para o descanso. Ele é o único que pode dar o verdadeiro descanso para nossas almas. Eu duvido que um suicida encontre descanso. Nem para ele nem para as pessoas que queridas que ficam chorando e sofrendo.
Nós temos para onde ir meus queridos. Não estamos sozinhos; Jesus esta chamando para um descanso literalmente nos braços Dele.
Se você for rejeitado “venha a Mim”. Se ficar envergonhado “venha a Mim”. Se estiver deprimido “venha a Mim”. Angustiado “venha a Mim”. E Eu lhe darei descanso.
IS 30: 15
“Diz o Soberano, o Senhor, o Santo de Israel: “No arrependimento e no descanso está a salvação de vocês, na quietude e na confiança está o seu vigor, mas vocês não quiseram”.
Com Jesus sempre existe uma saída, uma solução. Ele é o Cordeiro que morreu para que não precisássemos morrer. Ele se entregou à morte para que nós não precisássemos fazer isso.
Por isso Ele tem autoridade para dizer: “Venham a Mim e Eu lhes darei descanso”.
Cultuar Jesus é um culto à vida, à ressurreição. Corre para Ele e deixe que ele te dê descanso e renove tuas forças.
Vive a vida, pois é um dom de Deus.
Paz (e vida) para teu coração.
Pr Jorjão
www.ministeriotrio.com.br  ministeriotrio@gmail.

Com Deus não se brinca!

Posted by admin on 8th novembro 2009 in Sem categoria

Estamos vivendo um tempo, em que Deus está provando a integridade e o caráter de seu povo, e especialmente de seus ministros. Eu tenho observado ao longo dos meus quase vinte anos de ministério, que depois de cada mover do Espírito Santo, Deus espera uma resposta do seu povo, principalmente dos seus ministros. E muitas vezes o povo de Deus tem respondido da maneira errada.
Eu fico com grande temor, porque nos últimos anos, Deus tem derramado muito sobre seu povo. E nessa medida é que ele também espera uma resposta. Eu estava meditando em:
I Samuel, capítulos 2, 3 e 4, que relata a experiência do Sacerdote Elí e seus dois filhos, Hofni e Finéias. Estes dois filhos eram perversos e prostitutos, mas não eram repreendidos severamente pelo pai, e eles continuavam se prostituindo e usando para seu próprio proveito o melhor das ofertas do povo de Israel. Paralelamente a historia relata a vida do Samuel, um jovem consagrado e dedicado exclusivamente à obra de Deus. Samuel estava nos bastidores ouvindo e conhecendo a Deus. A Bíblia diz que um homem de Deus se chegou a Elí e lhe disse que Deus cortaria ele e a sua descendência. (1Samuel 2:27-36). E depois disto o Senhor falou com Samuel com voz audível, confirmando o que o outro homem de Deus havia falado. Então Elí e todo Israel souberam que Samuel estava sendo levantado como profeta diante da nação.

No capitulo 3 :1 vemos que a palavra do Senhor era “mui rara naqueles dias”; e “as visões não eram muito freqüentes”.

Samuel era aquele que abria as portas da casa do Senhor; era como um guardião da santidade, impedindo que coisas imundas entrassem na casa de Deus. Mas havia muita iniqüidade da parte doas filhos de Elí, e também havia omissão da parte do próprio sacerdote Elí. Então veio a palavra de Deus por intermédio de Samuel, para todo o povo de Israel, e eles subiram para a batalha com os filisteus (capitulo 4). Os filisteus feriram gravemente o povo de Israel, e então eles apelaram para a Arca da Aliança, e a trouxeram para o meio deles, como se a Arca fosse um amuleto que os livraria das mãos dos filisteus. A principio, os filisteus ficaram com medo, por causa da fama, e as coisas que eles sabiam a respeito da arca e dos feitos e vitórias do povo de Israel; e o povo de Israel estava vibrando e gritando, realmente estavam fazendo um barulho ensurdecedor. Provavelmente eles pensavam: - “O Senhor vai nos dar a vitória, como em Jericó”! O povo de Israel, achava que só pelo fato de Deus ter livrado eles antes, os livraria novamente usando as mesmas formulas que deram certo em outras ocasiões.
Eles estavam brincando com a presença de Deus, e o pior é que hoje estamos vendo isso acontecer de novo no meio da igreja, estamos vivendo tempos em que “a palavra do Senhor é escassa, e as visões também”. Hoje vemos um monte de manifestações no meio dos cultos, mas pouco poder. Tem pessoas utilizando musicas e jargões como se fossem uma formula do avivamento. “Agora o fogo vai cair!”, “Receba o toque !”, e muitas pessoas para não ficar desentoadas começam a cair e a rir e coisa e tal. Eu não estou dizendo que nunca houve realmente a presença de Deus, mas acontece que estamos tomando a arca e colocando no meio de nós como um amuleto. No capitulo 4 de 1 Samuel vemos que isso não teve nenhum efeito, pois os filisteus se deram conta de que o que havia era só barulho, e ficaram encorajados e partiram para o ataque e o povo de Israel foi literalmente massacrado pelos filisteus morrendo 30.000 homens. E ainda a Arca foi tomada pelos filisteus. Os filhos de Elí, que estavam junto da Arca, como se eles fossem dignos de permanecer junto dela, foram mortos, do jeito que o homem de Deus havia falado com Elí. Eu creio que tem muitos ministros, que são exatamente iguais aos filhos de Elí. Não tem vida com Deus, abusam das ofertas dadas pelo povo, e vivem umas vidas de aparências. Em casa são uma coisa, mas diante da multidão são outra coisa.
Mas como a formula tem dado aparentemente certo, eles continuam a fazer as mesmas coisas repetidamente. Mas os “Filisteus” de hoje estão percebendo que o que está havendo é só barulho. E chega um momento em que Deus puxa o tapete, e a realidade vem à tona. Não brinquemos com a Santa presença do Senhor! Estamos falando do Todo-poderoso Deus! Nós não vamos conseguir manipular as pessoas por muito tempo, sem que Deus intervenha e faça alguma coisa. Com Deus não se brinca. Vamos ser honestos conosco e com povo, e quando não estivermos tendo uma manifestação real do Senhor, em lugar de fingir ou repetir as formulas, vamos nos quebrantar e nos humilhar ate que Ele venha!  Nós não podemos enfrentar o nosso feroz inimigo dessa maneira, pois ele já está percebendo que o mover já está passando e tem atacado e retaliado sem piedade, assim como os filisteus no capitulo 4.
Deus tem nos dado muito; nunca houve tanta informação: Bíblia on-line, Internet, programas de TV, cultos de todos os tipos e para todos os gostos, musica para todo tipo de ouvido, mas contudo, “a palavra de Deus é escassa, e são muito poucas as visões”. Deus tem muito mais para Seu povo, do que correr atrás de congressos e idolatrar ministros e ministérios.
Chega de usar Cds, vídeos, e tantas coisas como amuletos. E quando não havia cds de avivamento? Como é que o povo fazia para adorar? Será que não existia adoração antes que tantos ministros “ungidos” aparecessem? Eu creio que esta na hora de voltar à simplicidade. Voltar à boa e velha palavra de Deus, e a boa e velha oração. Nós não precisamos de amuletos. Só precisamos do Senhor.
Paz para seu coração
Jorge Russo (Jorjão) ministeriotrio@gmail.com   www.ministeriotrio.com.br

Adoradores radicais

Posted by admin on 16th setembro 2009 in Sem categoria

Adoradores radicais

Ser radical para Deus não tem nada a ver com o estilo de musica que ouvimos ou cantamos, e muito menos com estilo de roupas ou de cabelo que usamos. Hoje ouvimos muitas frases como: “adoradores radicais”, “ministros extravagantes”, “geração radical”. Mas a verdade é que poucos são os radicais de verdade, radicais são aqueles que fazem diferença no mundo e no âmbito que os rodeia, seja na escola, no trabalho, na igreja ou na rua.

O fato de cantar musicas com um estilo diferente, não nos torna radicais; só nos torna diferentes.

Não adianta você ficar pulando nos cultos, berrando e uivando e rolando no chão, se depois na sua casa você é uma pessoa desobediente e de péssimo testemunho. Não adianta cantar e dançar “as musicas da ultima moda radical”. Se na primeira chance que você tem, acaba negando sua fé e se envergonhando de Jesus. Eu quero deixar bem claro que gosto muito de pular e dançar, e ate mesmo de rolar no chão. Mas não é isso que nos torna radicais.

Radical é também aquele que toma atitudes contra o pecado e a favor da santidade. Radical é aquele que se declara crente logo no primeiro dia na sala de aula. Radical é aquele cuja vida influencia a vida dos outros para seguir a Jesus.

Não é possível ser radical sem pagar um preço por isso, por esta razão eu afirmo que são poucos os radicais de verdade. Eu sempre tive um estilo de musica um pouco diferente, desde a época da Argentina, quando ainda não era crente, eu gostava de pesquisar e utilizar instrumentos diferentes. Gostava de misturar sons do Altiplano (cordillera dos Andes) com sons elétricos e sintetizados.

Mas quando me converti ao evangelho, fui convencido de que devia entrar em um padrão de musica mais normal. E então entrei nessa onda de “clonagem” onde todas as musicas eram parecidas e os ministérios e bandas soavam quase que iguais.

Eu me sentia um pouco preso e sem expressão. Mas um dia em 1996, meu amigo Gregário Mc Nutt, me emprestou uma fita de vídeo onde estava gravado um culto nos Estados Unidos, O que me chamou a atenção, foi que o líder do louvor usava instrumentos e sons muito diferentes dos padrões acostumados no nosso meio. Ai “caiu a ficha”, e eu fiquei tão impressionado, que disse para mim mesmo:- é isso! Essa é minha praia!

Então chamei meus músicos para uma reunião na minha casa, e mostrei a fita para eles, e disse: -Vocês estão dispostos a pagar o preço?

E eles responderam:- Estamos com você para o que der e vier!

A partir de aquele dia a nossa musica mudou, ou melhor, voltei às raízes, e eu me sinto mais realizado por tocar um estilo que eu gosto. Mas o preço foi alto. Muita rejeição, pouca popularidade, e em algumas igrejas fomos convidados a nos retirar. Nós tínhamos duas escolhas: ou vender o nosso chamado e tocar as musicas que todos queriam ouvir, ou continuar pagando o preço ate que houvesse um “irrompimento”. E escolhemos a segunda opção. Os resultados vieram com o tempo. Hoje o nosso ministério certamente não está entre os mais populares, justamente por causa do estilo, mas já temos um espaço maior de trabalho e os convites chegam de todas as denominações. O importante disso tudo não é justamente o estilo da musica em si, não importa qual é seu estilo, desde que seja algo que esta dentro de você, algo que Deus colocou em você, e não um padrão estabelecido por homens, Alguns cientistas e pesquisadores chegam a passar fome por causa daquilo em que acreditam. Mas parece que no nosso meio não é bem assim, quando se trata de pagar um preço são poucos os que o querem fazer. Eu passei algumas necessidades porque acreditei no meu chamado, houve momentos em que quase desisti por causa da pressão financeira, mas a graça do Senhor me bastou para poder continuar.

Um “trio” radical

Uma das passagens da Bíblia que mexe muito comigo é a do capítulo 3 de Daniel (todo). A historia de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. O rei Nabucodonosor fez uma imagem de ouro enorme para fins idólatras, e juntou seus prefeitos, governadores, juizes, etc, para a consagração, Ou seja, toda a mídia e as autoridades faziam do evento algo a nível nacional e até cultural.Toda vez que fosse tocada a música com os instrumentos descritos na passagem, todo aquele que ouvisse o som devia se prostrar imediatamente diante da imagem de ouro, e adorá-la; e aquele que não se prostrasse seria lançado na fornalha de fogo ardente.

Você deve lembrar que esse trio, Sadraque. Mesaque e Abede-Nego, não obedeceu tal ordem, e deixaram o rei furioso e irado.

O rei mandou chamá-los e os confrontou, e perguntou-lhes qual seria o deus que poderia livrá-los das suas mãos.

Mas eles responderam que não precisavam responder a essa pergunta, e que se Deus quisesse livrá-los Ele os livraria, mas se Ele não os livrasse não haveria problema, pois eles conheciam o seu Deus e confiavam Nele.

Em outras palavras, eles estavam comunicando ao rei que para eles, era melhor morrer com Deus do que viver sem Ele.

Nos dias de hoje acontecem coisas semelhantes, ‘a imagem de ouro’ seriam as muitas concupiscências com as quais somos tentadas diariamente, muitas não parecem pecados, porque tem um tom meio “cultural”, a até vemos governantes, atores, autoridades e celebridades e até líderes religiosas praticando tais “atrocidades culturais”, que o nosso Deus continua chamando de pecado. Nossos jovens estão sendo tentados a cada dia, a terem relações sexuais, usarem drogas e bebidas, e todo tipo de pecado que já não é visto como pecado, mas como uma evolução da sociedade, hoje ser homossexual está na moda e quem não é homossexual é considerado “ultrapassado”. Mas voltemos a historia de Sadraque e seus amigos. Tal vez se eles se prostrassem diante da imagem de ouro, ninguém perceberia; eles poderiam enganar os outros crentes da época, e hoje acontece o mesmo, tal vez se você se vender ao pecado só para ser aceito pela turma ou pela sociedade, tal vez ninguém perceba: mas o seu coração sabe, e Deus também, o que é pecado e o que não é.

Havia muitos judeus ou muitos crentes daquela época: mas a bíblia relata que só esses três não se dobraram diante da imagem de ouro, tal vez os outros se dobraram e passaram desapercebidos.

Mas isso não se refere somente a se desviar do evangelho, pois hoje vemos outros tipos de “imagens de ouro”, e outras formas de se vender ou se dobrar.

Hoje vemos ministros, músicos, pastores, e até muitos que se auto - intitulam profetas, se vendendo por um pouco de nome e fama, e ficam cegos pelo brilho dos holofotes, e do dinheiro. Pessoas pulando de ministério em ministério, e de igreja em igreja. Alguns correndo atrás de salário, vendem a visão que lhes foi dada por Deus.

Outros, correndo atrás de fama e reconhecimento humano, se dobram diante de convites de pastores ou ministérios que não tem nada a ver com a visão inicial ou até com o próprio chamado.

Por isso vemos tantos ministros frustrados, e ministérios que começaram bem, mas acabam fora da vontade de Deus. Eles erram na hora de escolher entre Deus e Mamom; e acabam se dobrando diante da “imagem de ouro”.

Conheço pessoas que não se vendem, e por causa disso sofrem perseguições e discriminação, o que seria como a “fornalha” na época de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Mas eles foram libertos dentro da fornalha, e a bíblia diz que o Próprio Senhor estava lá dentro com eles, e não só foram livres como também não se achou nenhum dano neles. Eles confiaram no seu Deus.

Conheço um rapaz, do sul do Brasil, que viveu uma situação que irá ilustrar melhor essa passagem nos dias de hoje:

Ele é um rapaz normal, veste roupas de “skatetista”, usa cabelo comprido, ouve música radical (cristã), mas o que me chama mais a atenção é o compromisso que ele tem com a santidade. Um belo dia ele estava na sala de aula, e o professor começou a contar piadas imundas e pornográficas.

Quase todos os alunos riram das tais piadas, inclusive alguns “crentes”. Mas este rapaz se levantou e disse -Professor, se o senhor não parar com essas piadas, eu peço licença paro me retirar da sala, pois eu vim aqui para estudar, e não para ouvir essas porcarias. Imediatamente o professor começou a humilhar o rapaz, chamando-o de “santinho“, “crentinho”, e tantas outras coisas depreciativas.

Também os alunos, inclusive os crentes. começaram a discriminá-lo e a isolá-lo.

Ele foi jogado na “fornalha de fogo ardente” por não se dobrar diante da imagem de ouro imposta naquele momento pelo professor. E foi assim humilhado e rejeitado por muito tempo, sozinho, dentro da fornalha da solidão, (se você quer ser radical, muitas vezes sentirá solidão). A toda hora era convidado para se drogar ou fazer sexo. Se ele se prostrasse aos convites de sedução, sexo, drogas, bebidas, que hoje “não tem nada a ver, todo mundo faz”, ele seria aceito pela turma.

Mas sempre o diabo nos dá uma segunda chance. O rei Nabucodonosor deu uma segunda chance a Sadraque e amigos (Dn 3.15), mas eles ficaram firmes, O rapaz da nossa história também ficou firme, e foi ai que as coisas começaram a mudar, ele ficava no seu canto, no recreio, com seu walk-man adorando a Deus, e a presença do Senhor era a cada dia mais palpável em sua vida.

Passados alguns meses ele foi procurado por um dos alunos, (um dos que o isolara), o qual lhe pediu ajuda, pois ele tinha engravidado uma menina, o nosso rapaz orou por ele e o levou aos pés de Jesus, depois, foi procurado por outro jovem que estava viciado em drogas e quase morreu de overdose, e outros o procuraram, mais tarde com diversos problemas. Ai ele fundou uma reunião de oração, que passou a ser freqüentada por muitos alunos, e ele se tornou o líder deles. Jesus, o quarto homem, esteve com ele dentro da fornalha.

As historias são semelhantes, pois no final tanto este rapaz, quanto Sadraque e amigos, foram reconhecidos e honrados por aqueles que os perseguiram e humilharam, sem ter que se vender nem se prostrar diante da “imagem de ouro”.

Se você confiar em Deus e ficar firme diante das propostas pecaminosas, quando “o som” começar a tocar indicando que você deve se prostrar, se render, se entregar, mas você dizer -NÃO! Eu não estou à venda! Você pode ter certeza que a pesar de acontecerem algumas discriminações e perseguições, o próprio Senhor Jesus estará com você dentro da fornalha e te livrará dentro dela, Fique firme e confie no Senhor. No tempo certo Ele vai te honrar, assim como Ele honrou a Sadraque, Mesaque e Abede Nego diante do rei e da sociedade da época.

Faça parte da geração de adoradores radicais.

Paz para seu coração.

Jorjão

www.ministeriotrio.com.br ministeriotrio@gmail.com

ADORAÇÃO E MISSÕES

Posted by admin on 21st agosto 2009 in Sem categoria

ADORAÇÃO E MISSÕES
UM CONVITE ESPECIAL A TODOS OS ADORADORES QUE AMAM AS NAÇÕES.
09 DE SETEMBRO AS 20 HORAS NA IGREJA BATISTA DE CONTAGEM

Ministério Trio (Jorjão)

Asas da adoração (Cris Tristão)

Clamor para as nações ( Ricardo Robortella)

Tito Cruz (Comunidade evangélica para as Nações)

Fé, amor & obras (Ministério Cuba Livre)

UMA NOITE DE ADORAÇÃO E ATOS PROFÉTICOS EM QUE A IGREJA BRASILEIRA ABENÇOARÁ A IGREJA PERSEGUIDA.
O CULTO SERÁ GRAVADO E ENVIADO AOS IRMÃOS CUBANOS. PARTICIPE!
A ENTRADA SERÁ UMA OFERTA PARA OS IRMÃOS DE CUBA QUE TEM NECESIDADES DAS COISAS MAIS BASICAS DA VIDA.
05 SABONETES OU 02 CREME- DENTAIS  OU  02 ESCOVAS DE DENTE OU 03 BARBEADORES OU 02 PACOTES DE ABSORVENTES OU 03 PEÇAS INTIMAS (MASCULINA OU FEMININA – ADULTO OU INFANTIL))

LOCAL: AV. JOSÉ FARIA DA ROCHA N° 42 – IGREJA BATISTA DE CONTAGEM – ELDORADO- CONTAGEM – MG – (31) 2557 7127

O EVENTO TARÁ COBERTURA DO PROGRAMA BALAIO DA REDE SUPER

Apoio : Ritmos da Terra        Realização: Missão Cuba Livre

Paciência (completo)

Posted by admin on 3rd agosto 2009 in Sem categoria

Paciência (completo)

Hoje quero abordar um tema chave para a vida cristã na atualidade. A paciência é um ponto crítico onde muitas vezes somos barrados na nossa caminhada com Cristo e nos nossos ministérios.
Hoje vivemos um tempo de “fast food” (comidas rápidas), internet em alta velocidade, informação internacional em milésimos de segundo, e tantos outros “avanços tecnológicos”. O problema é que o ser humano transfere toda essa velocidade a todas as áreas da vida: relacionamentos, compromisso com igreja, emprego, ministérios, estudos.
Porque existe uma necessidade de respostas rápidas para tudo o que fazemos ou esperamos.
E o pior de tudo que começamos a tratar Deus da mesma forma, oramos de uma maneira ultra rápida e esperamos respostas na mesma velocidade.
Muitas vezes esquecemos que o que Deus quer de nós é um relacionamento profundo e intimo com Ele.
Deus tem o tempo e a velocidade próprios, e não vai mudar por causa da tecnologia e a ansiedade frenética com que o ser humano se movimenta.
Ele tem seus próprios tempos e seu próprio compasso.
Em JO 11 temos a historia da morte de Lazaro.
Lazaro era alguém chegado e intimo de Jesus, que freqüentava  a casa da família dele. No verso 2 aparece Maria como sendo a mesma que derramou perfume sobre o Senhor e a mesma que lhe enxugou os pés com seus cabelos.
Então vemos que havia um relacionamento intimo e profundo de Jesus com essa família. No verso 3 vemos que elas mandaram uma mensagem ao Senhor avisando que Lazaro estava doente.  Ai Jesus começa a agir no seu ritmo e tempo próprios, sem se deixar levar pela urgência da situação e nem pela ansiedade que essa noticia produzia. Ele ficou mais dois dias no lugar em que se encontrava.

Ler versos de 4 a 6.

No verso 5 diz que Jesus amava Marta, Maria e Lazaro, mas mesmo assim, quando ouviu falar da doença de Lazaro resolveu ficar mais dois dias no lugar (v 6).
Depois Ele não se deixou levar pelos conselhos dos discípulos que tinham medo de voltar para  a Judéia dizendo que Jesus seria apedrejado pelos judeus (v. 7 a 9).
Depois disso Jesus anunciou a morte de Lazaro para os discípulos e resolveu ir para glorificar o Pai. (v. 11 a 16).

Mas a chave da nossa mensagem se encontra nos versos 14 e 15
(14) Jesus disse claramente: - Lázaro morreu,
(15) e para o bem de vocês estou contente por não ter estado lá, para que vocês creiam. Mas, vamos até ele.
Para o bem de vocês!! Evidentemente Jesus tinha um plano muito maior do que apenas curar o seu amigo. Se Jesus quisesse poderia apenas dar um comando à distancia e Lazaro teria sido curado mesmo sem Jesus chegar perto.
Então vemos claramente Que Jesus se demorou por dois motivos: “Para o bem dos discípulos e para Gloria do Pai”.

Enquanto isso Marta e Maria estavam desconsoladas e, eu diria um pouco decepcionadas, talvez pensando em como podia ser que o Senhor não houvesse atendido ao seu pedido. Mas Jesus “estava” com elas o tempo todo. Só que no ritmo dele, no tempo e no compasso dele.
Quantas vezes pensamos: Será que o Senhor me abandonou? Porque demora tanto a vir a resposta? Porque não sou curado imediatamente?
Mas precisamos entender que Ele é soberano, e ele tem os tempos e o ritmo dele, que não serão alterados por causa da nossa aparente urgência e a nossa ansiedade.
1 Pe 5:7Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês.

Quando entendemos que Ele faz as coisas “para o nosso bem, e para Gloria do Pai”, podemos lançar sobre Ele toda nossa ansiedade com confiança.

A palavra de Deus diz que devemos lançar sobre Ele toda a nossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de nós, isso significa que Ele sabe muito bem o que fazer com a nossa ansiedade. Lançar significa arremessar, jogar com força, se despojar, se livrar. E quando fazemos isso estamos entrando no ritmo e no tempo dele, assim como Ele gosta. Jesus não é alguém frio que gosta de fazer os seus filhos sofrerem. Nos versos 33 a 38 vemos que Jesus sofre junto com Marta e Maria e ele se comove, chora e se comove novamente. Mas isso poderia ter sido feito antes? Poderia sim, mas não esqueça: Jesus tem o tempo e o ritmo dele. Ele é soberano, Ele sabe quando e como é melhor.
Para o nosso bem.

Em Marcos 5: 21 a 43 temos a historia de Jairo, um líder da sinagoga, que tinha uma filha muito doente. Vemos um caso semelhante ao das irmãs de Lazaro. Ele procurou Jesus.

Mc 5
21)Tendo Jesus voltado de barco para a outra margem, uma grande multidão se reuniu ao seu redor, enquanto ele estava à beira do mar.
22) Então chegou ali um dos dirigentes da sinagoga, chamado Jairo. Vendo Jesus, prostrou-se aos seus pés
23) e lhe implorou insistentemente: “Minha filhinha está morrendo! Vem, por favor, e impõe as mãos sobre ela, para que seja curada e que viva”.
24) Jesus foi com ele. Uma grande multidão o seguia e o comprimia.

Só que no meio do caminho aconteceu um outro fato que mudou o ritmo e o tempo da ação de Jesus.
Nos versos 25 a 34 apareceu uma mulher com fluxo de sangue, que resolveu ser ousada e tocar no manto do Senhor. Ai começa uma outra situação. Para Jairo começa um momento de desespero e ansiedade. Mas Jesus começou a aplicar o “ritmo” dele.
O interessante é que uma mulher com fluxo de sangue era considerada imunda pela sociedade da época;e Jesus deixou de seguir atrás de um importante líder religioso e se deteve por causa de uma mulher “imunda”.

O tempo foi passando e Jesus se demorava mais do previsto, e para desespero de Jairo, Jesus começou a procurar a pessoa que tinha feito sair poder dele. Ai o desespero de Jairo ficou maior, porque na sua condição humano-ansiosa, poderia ter pensado: Poxa, agora saiu poder do Senhor, será que ainda haverá um pouco de poder para curar minha filha? E o tempo estava correndo e Jesus se demorava mais ainda, conversando com a mulher e Jairo teve  a “punhalada final” quando alguém chegou dizendo: Meu irmão, já era. Tua filha acabou de morrer! Não incomode mais o Mestre (v. 35). Ou seja, Deus não pode fazer mais nada por você.
Mas Jesus, mais uma vez não se deixou levar pelas circunstancias nem pelos conselhos dos discípulos e simplesmente continuou no seu ritmo e no seu tempo.
Mc 5
36) Não fazendo caso do que eles disseram, Jesus disse ao dirigente da sinagoga: “Não tenha medo; tão-somente creia”.
37) E não deixou ninguém segui-lo, senão Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago.
38) Quando chegaram à casa do dirigente da sinagoga, Jesus viu um alvoroço, com gente chorando e se lamentando em alta voz.
39) Então entrou e lhes disse: “Por que todo este alvoroço e lamento? A criança não está morta, mas dorme”.
40) Mas todos começaram a rir de Jesus. Ele, porém, ordenou que eles saíssem, tomou consigo o pai e a mãe da criança e os discípulos que estavam com ele, e entrou onde se encontrava a criança
41)Tomou-a pela mão e lhe disse: “Talita cumi!”, que significa “menina, eu lhe ordeno, levante-se!”.
42) Imediatamente a menina, que tinha doze anos de idade, levantou-se e começou a andar. Isso os deixou atônitos.
43) Ele deu ordens expressas para que não dissessem nada a ninguém e mandou que dessem a ela alguma coisa para comer.

Eu imagino que a fé de Jairo foi ficando bem pequenininha a medida que o tempo passava. Mas Jesus nunca vai desperdiçar uma chance de tratar com a nossa ansiedade e com nossas urgências.
Para o nosso bem.
Ele tem um ritmo, e se a gente andar nesse ritmo com certeza a nossa fé não será abalada. A soberania de Deus é um ponto importantíssimo na nossa vida enquanto cristão.
Ou confiamos Nele ou entramos nesse ritmo frenético de ansiedade e desespero conforme à dança desse século.
Vamos entrar no ritmo do Senhor. Porque o ritmo dele não vai mudar, Ele está no controle, Ele é soberano.
Nas duas ocasiões Jesus se referiu à morte como um sono. Disse isso de Lázaro e da menina.
Eu creio que muitas vezes ficamos decepcionados e dá vontade de largar tudo: ministério, trabalho, profissão. E sempre vai ter alguém para dar a paulada final; para nos dizer que não vale a pena; que o sonho acabou; morreu.
Mas sabendo como Jesus age, podemos ter certeza de que nada disso acabou, nada disso morreu; apenas dorme.

Em 1994 eu estava me sentindo assim como Marta e Maria e como Jairo. Decepcionado, sozinho, ansioso. E estava prestes a largar o ministério.
Mas um dia meu amigo Gregório Mc Nutt trouxe uma mensagem da parte de Deus para mim, e disse: “ainda não acabou, ainda não morreu, não é tempo de jogar a toalha” (expressão usada no Box, quando um lutador abandona a luta).
Ele orou por mim e o Espírito Santo encheu meu coração e eu pude jogar a ansiedade sobre o Senhor. Naquela época fundei o ministério Trio e foi uma benção. Desde então temos ministrado por todo o Brasil e fora também. Gravamos vários CDs e ajudamos muitos ministérios a se erguer.
Hoje nem passa pela minha cabeça jogar a toalha.

Oseias 6: 1) Venham, voltemos para o SENHOR. Ele nos despedaçou, mas nos trará cura; ele nos feriu, mas sarará nossas feridas.
2) Depois de dois dias ele nos dará vida novamente; ao terceiro dia nos restaurará, para que vivamos em sua presença.
3) Conheçamos o SENHOR; esforcemo-nos por conhecê-lo.Tão certo como nasce o sol, ele aparecerá; virá para nós como as chuvas de inverno, como as chuvas de primavera que regam a terra.

Is 30: 15) Diz o Soberano, o Senhor, o Santo de Israel: “No arrependimento e no descanso está a salvação de vocês, na quietude e na confiança está o seu vigor, mas vocês não quiseram”.

Vamos confiar naquele que reina para sempre!

Paz para teu coração.
Jorge Russo (Jorjão).
ministeriotrio@gmail.com www.ministeriotrio.com.br

Adoração com Gratidão

Posted by admin on 9th julho 2009 in Sem categoria

Adoração com Gratidão
Col 3:16 Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo; ensinem e aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria, e cantem salmos, hinos e cânticos espirituais com gratidão a Deus em seu coração.
Ultimamente tenho falado muito sobre este assunto tão simples e ao mesmo tempo tão importante e fundamental na vida do adorador.
O texto acima escrito por Paulo nos mostra como devemos cantar e nos expressar em adoração através de cânticos e musica. Ele diz: “Cantem salmos, hinos e cânticos espirituais com gratidão a Deus em seu coração”.
Eu sempre digo e afirmo que sem gratidão é impossível adorar a Deus. A nossa adoração deve partir da gratidão.
Gratidão 1. Qualidade de quem é grato. 2. Agradecimento, reconhecimento.
Se não houver gratidão estaríamos apenas cantando. Sem o reconhecimento que existe na gratidão não existe adoração verdadeira.
Salmo 100
Salmo. Para ação de graças.
1) Aclamem o Senhor todos os habitantes da terra!
2 )Prestem culto ao Senhor com alegria; entrem na sua presença com cânticos alegres.
3 )Reconheçam que o SENHOR é o nosso Deus. Ele nos fez e somos dele; somos o seu povo, e rebanho do seu pastoreio.
4 )Entrem por suas portas com ações de graças, e em seus átrios, com louvor; dêem-lhe graças e bendigam o seu nome.
5 )Pois o Senhor é bom e o seu amor leal é eterno; a sua fidelidade permanece por todas as gerações.
O autor desse salmo encoraja o povo de Deus a prestar culto com alegria partindo da gratidão.
No verso 2 ele diz: “prestem culto com alegria” e”entrem na sua presença com cânticos alegres”.
E o reconhecimento (3) “reconheçam que o Senhor é o nosso Deus”.
Muitas vezes vejo os períodos de adoração nas igrejas tão mecânicos e automáticos; sem querer julgar, mas às vezes dá vontade de que termine logo e que venha o momento da Palavra. Talvez você já passou por isso. Os cânticos se tornaram algo mais como um enfeite e entretenimento, e  músicos querendo mostrar seus talentos e dons para a platéia. As frases de efeito se tornam cada vez mais vazias e monótonas.
Quando deveria ser simples, sem complicações. Existem elementos fundamentais para a adoração: Reconhecimento, alegria e gratidão.
Se houver esses três elementos estaremos fazendo o que o Salmo 100 fala.
Reconhecer o Senhor e colocar ELE no primeiro plano dos nossos cânticos. Se o cântico fala mais de mim, do meu ego, da minha necessidade, do que Ele pode fazer por mim, e tantas outras coisas baseadas no EU, é impossível que haja adoração verdadeira. Serão apenas cânticos, lindos, emotivos, mas que não sobem como incenso de adoração.
É o Senhor no trono e nós no lugar de adoração.
A partir do reconhecimento vem a alegria.
Quando percebemos quem e o que é Deus, a alegria começa a brotar, porque visualizamos o que Ele fez e o amor que Ele tem por nós. Ai sim podemos nos sentir importantes, porque afinal somos filhos do Grande Eu sou. Não tem como não ficar alegres quando percebemos tal verdade. Mas Ele continua no primeiro plano.
Ai a gratidão já começa a brotar do coração e a verdadeira adoração começa a fluir.
O verso 4 diz que devemos entrar pelas portas com ações de graças (gratidão).
Então fica obvio que a gratidão é a primeira coisa que deve haver na adoração, porque fala das portas, da entrada. Se quisermos adorar com coração ingrato e cheio de murmuração, será uma tarefa impossível. Serão cânticos vazios e sem sentido.
De repente você pode me dizer que às vezes passamos por lutas e desertos, e não encontramos motivos para a gratidão.
Isso é perfeitamente compreensível e certamente Deus conhece nossos corações melhor do que nós mesmos.
Mas ai entra a fé e o reconhecimento do Senhor. Ai entra um exercício de gratidão. E existe um motivo que não tem como deixar de existir:
Sl 106:1 Aleluia! Dêem graças ao Senhor porque ele é bom; o seu amor dura para sempre.
Ele é bom! Damos graças porque Ele é bom, e sempre será bom. Essa é a essência do nosso Deus.
Mesmo que estejamos passando pelo deserto, Ele é bom! Mesmo estando desempregados e em dificuldades financeiras, Ele é bom! Mesmo passando por lutas e dificuldades, Ele é bom! Como diz o Pr. Marcio: “Deus é bom, sempre bom”.
Tenho certeza de que havendo reconhecimento e gratidão, nossas lutas e dificuldades se tornam bem pequenas e sem tanta importância diante de tamanha revelação: ELE É BOM!
No estudo anterior sobre esperança, pudemos ver que o Senhor tem planos para nós, e muitas vezes, ou quase sempre é necessário que passemos por situações de deserto, onde somos tratados em nosso caráter. Situações que nos tornam dependentes do Senhor, e nas quais passamos a conhecê-lo melhor. E quando o conhecemos, o reconhecemos, e quando o reconhecemos… bom, o resto você já sabe.
O importante é que sempre haja gratidão em nossos corações. E eu não estou dizendo para ficar repetindo como um papagaio 24 horas por dia: “Graças a Deus”. Não é isso, mas um coração grato a “pesar de”, apenas por saber que Deus é bom, e no momento certo, esse deserto, essa luta, essa prova vai terminar. Porque Ele é bom, e seu amor dura para sempre.
Paz para o seu coração.
Jorge Russo
ministeriotrio@gmail.com     www.ministeriotrio.com.br

Esperança

Posted by admin on 26th junho 2009 in Sem categoria

Esperança

Romanos 5: 1 a 5
Paz e Alegria
1) Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo,
2) por meio de quem obtivemos acesso pela fé a esta graça na qual agora estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.
3) Não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança;
4) a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança.
5) E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu.
Os tempos que vivemos, as noticias nos jornais, os comentários nas ruas, no local de trabalho tendem a nos desmoralizar quanto ao futuro dessa e das próximas gerações.
Mas hoje quero falar sobre esperança (parece utópico, mas é real).
A esperança que não nasce de promessas de candidatos políticos, nem de idéias humanas, mas esperança que nasce da tribulação, assim como podemos observar no texto acima.
Nos últimos tempos tenho buscado de Deus algumas respostas para minha vida, seja ministerial, como profissional, sentimental, financeira, etc.
Algumas vezes não obtenho a resposta que eu gostaria de receber de Deus, mas uma coisa aprendi: a resposta dele sempre é a melhor, gostando eu ou não. Quando compreendemos que a soberania de Deus é absoluta, começamos a descansar mais e melhor Nele.
Segundo o texto acima, podemos ver que a esperança aparece quando somos aprovados no nosso caráter. E somente recebemos essa aprovação quando perseveramos em meio a tribulação. Daí podemos deduzir, que tribulação é necessária e faz parte do plano de Deus para nós.
A tribulação produz perseverança, a perseverança, um caráter aprovado, e finalmente aparece a esperança. Na verdade é um conjunto de coisas que nos fazem acumular experiência, e ao mesmo tempo ficamos mais próximos do Senhor.
Eu não sou muito fã de pregações extremamente vitoriosas de super crentes que não sofrem e não adoecem e não têm problema algum. Porque seria incoerente com as escrituras em Jo 16:33 “Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”.
Muitas vezes tenho ouvido pessoas dizendo: - Será que Deus não vê?- ou – Onde estava Deus naquela hora?
Mas quando meditamos nas escrituras e nas próprias palavras de Jesus nessa passagem, entendemos que nada foge ao controle Dele. Então temos a opção de apenas confiar em que Ele nos ama e quer o melhor para nós. A chave está em entendermos a soberania de Deus, porque ai as coisas se encaixam e podemos tirar proveito de um período de tribulação. Eu fico impressionado com a esperança de pessoas pobres, que aos olhos do mundo não têm nada. Mas agora entendo que o pobre vive entrando e saindo de tribulações e vão se tornando fortes e “calejados”, e muitas vezes são usados para aconselhar sobre esse assunto a pessoas que aparentemente são bem sucedidas e têm tudo, mas perdem a esperança facilmente.
Como diz Elifaz em Jó 5:15 e 16 “Ele salva o oprimido da espada que trazem na boca; salva-o das garras dos poderosos. Por isso os pobres têm esperança, e a injustiça cala a própria boca”.

Sem duvida a tribulação é um instrumento de Deus para forjar nosso caráter à imagem e semelhança Dele. Por isso não desanime em momentos de tribulação, mas tenha bom animo, porque é pelo seu bem que isso acontece.
Outro dia estava ministrando numa igreja sobre paciência e uma frase saltou aos meus olhos enquanto lia:
Jo 11: 14 e 15:  “Então lhes disse claramente”: “Lázaro morreu, e para o bem de vocês estou contente por não ter estado lá, para que vocês creiam. Mas, vamos até ele”.
Eu nunca tinha parado para pensar nessa frase “e para o bem de vocês……………”
Foi quando Jesus demorou em atender o pedido de Maria e Marta, que mandaram chamar Jesus porque Lazaro estava enfermo. Jesus se demorou mais do esperado e Lazaro acabou morrendo. Imagino a tribulação que isso gerou tanto na família de Lazaro quanto nos discípulos que estavam com Jesus.
Mas Jesus disse: “è para o seu bem”.
Ai entendemos que os caminhos dele são maiores que os nossos, e os planos dele também.
Tudo o que ele faz é “para o nosso bem”. A partir desse entendimento ganhamos forças para perseverar e termos o caráter aprovado, e finalmente nossos corações cheios de esperança. E então podemos ajudar outros que estão com a esperança em baixa, justamente por causa dos rumores, noticias e tantas desgraças acontecendo no mundo todo.
Mas eu sou fã de Habacuque, porque ele disse:
Hc 3: 17 Mesmo não florescendo a figueira, e não havendo uvas nas videiras, mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral nem bois nos estábulos,
18 ainda assim eu exultarei no SENHOR e me alegrarei no Deus da minha salvação.
19 O SENHOR, o Soberano, é a minha força; ele faz os meus pés como os do cervo; faz-me andar em lugares altos. Para o mestre de música. Para os meus instrumentos de cordas.

Habacuque tinha consciência da soberania de Deus. Espero que essa mensagem traga um pouco de esperança a você leitor. Medite nas escrituras e conheça o Deus Soberano. Desfrute do fato de saber que tudo o que Ele faz é “Para o nosso bem”.
Paz para o seu coração
Jorge Russo

ministeriotrio@gmail.com  www.ministeriotrio.com.br